Mucormicose: os 3 cuidados de desinfecção contra a doença

No início do ano o mundo se viu assustado com um aumento exponencial de mucormicose na Índia. Com isso, o conhecimento sobre a doença é fundamental para evitar que isso aconteça em outros lugares. 

Por ser uma doença infecciosa, a desinfecção dos hospitais e das clínicas é fundamental para evitar que ela se espalhe. 

Então, continue lendo o artigo até o final para entender o que é a doença, quais os sintomas e como ela se espalha. 

 

Como a mucormicose age no nosso organismo?

Houve o registro de muitos casos do chamado fungo negro na Índia

Em um momento em que o mundo todo está preocupado com o coronavírus, outro problema surgiu. Na Índia, no meio do pior momento da pandemia, as pessoas começaram a ver também um aumento significativo nos casos de mucormicose. 

Esses casos surgiam entre os infectados com covid-19. Também conhecida como a doença do fungo negro, a mucormicose já atingiu 31 mil pessoas na Índia. 

Uma explicação para os altos casos na Índia é o seu clima quente e úmido e o alto número de pessoas com diabetes, e covid-19. Apesar de ter assustado muito as pessoas na Índia, não é apenas lá que ela se encontra. 

No Brasil, por exemplo, já são 49 vítimas dessa doença. Essas infecções podem ter surpreendido muitas pessoas por ser uma infecção rara. 

As estatísticas mostram que a sua incidência é de cerca de 1,7 casos para 1 milhão de pessoas. Ou seja, não é tão comum assim. 

Mas, apesar de ser uma doença rara, é uma infecção oportunista, sendo a mais grave dos fungos que conhecemos. Isso porque o seu índice de letalidade é de 45%.

Ou seja, quase metade das pessoas infectadas vão a óbito. No cenário que estamos vivendo, essa porcentagem é maior ainda. 

Pois, é um fungo que está infectando pessoas que já estão fragilizadas na UTI com coronavírus. Também, é mais nociva para pessoas com comorbidades que enfraquecem a imunidade da pessoa, como por exemplo diabetes. 

Nesses casos, a letalidade chega a 80%. Apesar disso tudo, não é momento para pânico. É preciso que os médicos e pessoas que trabalham na gestão de hospitais estejam atentos em como esse fungo se espalha para evitar a infecção em hospitais.  

Então, o que é a mucormicose? 

É uma doença infecciosa, fúngica, que pode ser transmitida por 3 tipos de fungos. Apesar de estarmos constantemente em contato com fungos, alguns tipos podem causar doenças. 

Esses causadores da mucormicose são encontrados em matéria orgânica em resíduos. Portanto, podem ser encontrados em alimentos ou no solo, por exemplo. 

Eles buscam um ambiente que favoreça o seu crescimento, que é o caso de uma pessoa que tem o sistema imunológico enfraquecido. Já a infecção em si é através da inalação. 

Assim que a pessoa é infectada, o seu diagnóstico não é fácil porque os primeiros sintomas são parecidos com uma sinusite. Muitos médicos acham ser uma infecção bacteriana. 

Mas, depois desses primeiros sintomas, e o fungo pode atingir a circulação sanguínea e gerar necrose nos tecidos do paciente, que é a característica que dá o nome de fungo negro, principalmente na face. 

Além disso, o fungo pode atingir o cérebro, os pulmões e também o seu aparelho gastrointestinal. O diagnóstico no início é importante, porque quanto mais tempo demorar, maior parte dos tecidos estará comprometida. 

Então, para tratar, é feita uma cirurgia para tirar esses tecidos afetados. Em outros casos, o tratamento é feito por antifúngicos. 

Em geral, se o paciente tem um sistema imunológico saudável, a pessoa pode lidar com o fundo sem nem sentir sintomas. Por isso, a preocupação atualmente é a sua infecção em pacientes de covid-19. 

Também, é bem comum em pessoas em tratamento para doenças como leucemia e diabetes. Os medicamentos que tratam essas doenças, e a própria internação, cria um cenário ideal para o fungo surgir.

 

Como controlar e evitar os casos de mucormicose?

Mesmo que o aumento dos casos registrados no Brasil ainda não seja muito grande, é maior do que a média normal. Por isso, é preciso que os hospitais e as clínicas estejam atentos em relação à possibilidade da infecção por essa doença.

Uma das principais estratégias é o uso de EPIs por todos os funcionários que trabalham em áreas de maior chance de infecção. 

Além disso, como é uma infecção que se espalha, é muito importante a desinfecção dos hospitais caso haja algum caso da doença no local. 

1. Cuidado na higienização das mãos 

Sempre é preciso um cuidado extremo de higienização das mãos para as pessoas que trabalham nos hospitais, principalmente em tempos de coronavírus. 

Mas, é importante tomar um cuidado extra quando o profissional vai mexer em dispositivos que ficam perto do paciente, como cateteres. Isso porque esses dispositivos são um dos possíveis meios de transmissão do fungo.

Por isso, eles e as mãos dos profissionais que cuidam deles devem estar desinfectados a todo momento.

2. Usar filtros Hepa no sistema de ventilação 

Essa é uma estratégia muito usada em hospitais e clínicas. Principalmente nas partes do hospital que se encontram pacientes com o sistema imunológico muito enfraquecido. 

É um filtro que consegue reter partículas minúsculas. Entre as partículas que podem ser contidas pelo filtro estão os esporos do fungo causador da mucormicose.

3. Desinfecção e esterilização de todo o material e dispositivo médico 

O ideal é que os hospitais possuam um CME, que é um Centro de Material e Esterilização.

O centro tem como função esterilizar todos os materiais que entram no hospital, desde as roupas dos médicos, até os cateteres e os materiais que usamos diretamente nos pacientes.

É importante que todos esses itens sejam desinfetados de acordo com as normas. Os profissionais devem ter um treinamento para que o processo aconteça corretamente.

 

Conclusão

Portanto, apesar de termos casos de mucormicose no Brasil, não é uma preocupação tão alta assim. Pois, é uma doença que precisa de um certo cenário para surgir. 

Mas, como estamos em uma pandemia, os hospitais muitas vezes estão cheios de pessoas frágeis. Por isso, precisamos de atenção redobrada em relação à esterilização hospitalar. 

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