Lúpus: Sintomas, Diagnóstico e Tratamento

O lúpus é uma doença já conhecida pela medicina há algum tempo. No entanto, grande parte da população ainda permanece no escuro e não faz ideia sobre o que se trata a doença.

Esta, é uma doença autoimune que faz com que as células de defesa do corpo ataquem as células saudáveis.

Dessa forma, o que acontece é uma inflamação em várias partes do corpo, em especial as articulações, pele, olhos, rins, cérebro, coração e pulmão.

Essa doença é muito mais vista em mulheres jovens e os sintomas da doença podem ir aparecendo desde o nascimento.

Se você quer saber um pouco mais sobre este assunto, então veja o artigo a seguir.

O que é Lúpus?

O lúpus é uma doença inflamatória, autoimune e que afeta múltiplos órgãos.

Geralmente, pode-se identificar a doença somente depois de anos depois do aparecimento dos primeiros sintomas por conta da apresentação de sintomas mais intensos após infecção ou por outros fatores.

Por se tratar de uma doença autoimune, ela não tem cura. No entanto, a doença possui tratamentos que ajudam no alívio dos sintomas e na melhora da qualidade de vida.

Os motivos do aparecimento das doenças consideradas autoimunes ainda são desconhecidos.

Então, a teoria mais aceitável é que os fatores externos sejam os mais envolvidos na ocorrência dessa condição, em especial quando há um fator genético e o uso de alguns medicamentos.

No Brasil, a estimativa acerca de pessoas com lúpus é de 65 mil. A maior parte delas acaba se tratando de mulheres.

Principais sintomas

Os sintomas da doença podem aparecer sem aviso ou então irem aparecendo lentamente.

Eles também podem ser médios ou agudos, passageiros ou permanentes.

Grande parte dos pacientes afetados, relatam aparecimento de sintomas moderados que surgem de vez em quando.

Dependendo da parte do corpo que foi afetada, os sintomas podem variar bastante.

Então, os mais comuns entre os pacientes são:

  • Fadiga;
  • Febre;
  • Dor nas articulações;
  • Rigidez nos músculos;
  • Inchaço;
  • Vermelhidão na face;
  • Lesões na pele;
  • Dificuldade de respiração;
  • Dores no peito;
  • Sensibilidade a luz do sol;
  • Dores de cabeça;
  • Ferida na boca;
  • Desconforto em geral;
  • Ansiedade;
  • Mal-estar;
  • Entre outros sintomas.

Quando a doença afeta o cérebro, por exemplo, alguns sintomas podem ser:

  • Cefaleia;
  • Dormência;
  • Formigamento;
  • Convulsão;
  • Problemas de vista;
  • Alteração de personalidade;
  • Psicose lúpica.

No trato digestivo, os sintomas mais aparentes então são:

  • Dor abdominal;
  • Náuseas;
  • Vômitos.

No coração é muito comum a presença de arritmia.

Já no pulmão, sintomas como tosse com sangue e dificuldades de respirar são bem aparentes.

Na pele, em geral, a coloração é bem irregular e os dedos costumam mudar de cor no frio.

Como É Feito O Diagnóstico?

O lúpus tem o diagnóstico feito por médicos especialistas que além de detectarem a doença, acompanham o tratamento da pessoa diagnosticada.

Sendo assim, essa é uma responsabilidade do clínico geral e do reumatologista.

Detectar a enfermidade é algo um pouco difícil de se realizar pois a doença costuma sofrer muitas variações em pessoas e pessoas.

Sendo assim, ela pode mudar com o passar do tempo e ainda pode-se confundir com outros tipos de doenças.

Assim, não há um teste em especial para se fazer esse diagnóstico, o que se faz é um exame de sangue e urina e junta-se isso aos sintomas físicos relatados para que se possa conduzir a um diagnóstico específico.

Há alguns exames complementares que podem ser feitos para ter certeza sobre o diagnóstico, e incluem:

  • Exames físicos;
  • Exames de teste de anticorpo;
  • Exame de sangue completo;
  • Radiografia do tórax;
  • Biópsia renal;
  • Exame de urina.

Quais são os tratamentos para a doença?

Como dissemos, por se tratar de uma doença que não tem cura, ela não apresenta um tratamento específico e sim, um método para alívio de sintomas e obtenção de uma melhor qualidade de vida.

Sendo assim, esse método foca em orientar e educar o paciente sobre sua condição, e uma alternativa eficaz que lhe permite viver mais e melhor.

É indispensável então que o paciente faça um acompanhamento de rotina com o médico e tenha adesão aquilo que ele passar.

Quando os sinais não são tão fortes, pode-se tratar o lúpus com:

  • Remédios anti-inflamatórios para artrite e pleurisia;
  • Filtro solar;
  • Corticóide tópico para pequenas lesões cutâneas;
  • Hidroxicloroquina e corticóide de baixa dosagem para a pele.

Portanto, quando os sinais são mais graves e podem deixar o paciente em risco de morte, o tratamento é mais intenso e agressivo e feito completamente junto a especialistas no assunto.

Nele, serão manipulados altas doses de corticóides, drogas citotóxicas.

Uma observação importante é que esses medicamentos em sua maioria apresentam algum tipo de efeito colateral em quem o ingere. Portanto é indispensável o acompanhamento médico.

O que acontece se a terapia para o lúpus não acontecer?

Se o lúpus não for tratado corretamente, então o que pode acontecer é o paciente ter algumas complicações mais graves.

Principalmente nos órgãos de grande importância em nosso corpo.

Nos rins, pode haver a falência do órgão. Essa é uma das principais causas de morte da doença.

No cérebro, a presença de dores de cabeça, confusão, tontura, dentre outros sintomas, podem indicar então a presença do agravamento da doença.

A anemia e o aumento de sangramento e inflamações, também estão dentro das graves complicações que podem aparecer.

Já no coração, o avanço da doença pode causar um ataque cardíaco e esse pode ser um risco de levar o paciente a óbito. 

Para quem foi diagnosticado com lúpus, então a única alternativa é seguir com os cuidados à saúde sem deixar de se atentar a qualquer sinal de sintomas mais graves.

Conclusão

Por fim, vimos então o que é o lúpus, como ele funciona no corpo, como é feito o diagnóstico e como é realizado o tratamento.

Não há uma forma de se prevenir desta doença. No entanto, uma vez diagnosticado, você pode evitar com que ela avance evitando gatilhos, como exposição ao sol.

Assim, com certeza o tratamento será mais saudável e a qualidade de vida melhor.

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